Mineralogia
Forma mineral (sulfeto, óxido, nativo), microscopia e difração de raios X. Mostra como o metal está associado à matriz.
Rejeitos e depósitos de baixo teor diferem em mineralogia, química, granulometria e histórico. Por isso, o trabalho começa pela caracterização do material e segue em etapas, com escopo, premissas e prazos definidos para cada projeto.
Em rejeitos, o material já passou por britagem, moagem e beneficiamento, e a operação de origem costuma ter registros da química usada e da recuperação obtida. Esses dados orientam a caracterização, mas não a substituem: a variabilidade ao longo de uma barragem ou pilha precisa ser medida.
Em depósitos de baixo teor, a avaliação inclui geologia e lavra, além do processamento. A viabilidade depende do conjunto: material, escala, recuperação, infraestrutura, custos e condições comerciais.
Nos dois casos, o objetivo é entender quanto metal está presente, sob que forma, e qual rota de processamento faz sentido para aquele material.
Forma mineral (sulfeto, óxido, nativo), microscopia e difração de raios X. Mostra como o metal está associado à matriz.
Análise elementar e teor por elemento de interesse, incluindo contaminantes que afetam o processamento ou a comercialização.
Distribuição de tamanhos e liberação por fração. Mostra em que faixa o metal se concentra.
Ensaios de bancada e, quando indicado, em escala piloto. Medem o comportamento deste material na rota proposta.
A quantidade de amostra, os pontos de coleta e o protocolo são definidos conforme o tamanho, a heterogeneidade e o histórico do ativo. O plano busca representar o material que seria efetivamente processado.
NotaEm ativos em operação, a amostragem pode vir do run-of-mine (ROM). Em depósitos ainda não lavrados, ela acompanha a campanha de exploração e os ensaios metalúrgicos previstos para o projeto.
Screening preliminar — análise das informações disponíveis: localização, tipo de material, volume estimado, histórico e dados existentes. Define se vale avançar e o escopo da etapa seguinte.
Caracterização — preparação de amostras, mineralogia, química, granulometria e ensaios de bancada.
Piloto — processamento em escala piloto para confirmar parâmetros de processo, quando o estágio do projeto justifica.
Avaliação técnica e econômica — estimativas de recuperação, custos e investimento, com premissas declaradas e análise de sensibilidade.
Estruturação — definição do formato com o dono do ativo: aquisição, joint venture, royalty ou operação sob contrato.
Prazo e escopo de cada etapa são definidos no início do trabalho, conforme o ativo e as informações disponíveis.
Dados mineralógicos, químicos e granulométricos, com a metodologia e os laboratórios utilizados.
Recuperação observada por elemento de interesse, com as condições em que foi medida.
Estimativas de custo e investimento, premissas, sensibilidades e limitações declaradas.
Se e como avançar: ensaios adicionais, piloto, estudos ambientais ou estruturação comercial.
O resultado de cada etapa é uma base de decisão para o dono do ativo e para a Green Mining. Os números de um projeto valem para aquele material, naquelas condições, e não se transferem automaticamente para outros ativos.